sexta-feira, 8 de julho de 2011

Um dia de cada vez

Não...não amarro mais o cadaço dos tênis...não tenho mais medo de tropeçar nem pisar meu pé na terra..."o chão sumiu a cada passo que eu dei"...tudo passa rápido...muito rápido...uma fração que escapa...o teto me cobre com sua viga fria, contorna meu entorno...me deixa rente...mirando a distância pra tocar o topo do apoio...alcanço o mundo pela janela... aquela do favo de mel...daqui a vida cabe nessa moldura...tanto movimento enchendo os olhos...minha vida sem mim......penso na lentidão dos ponteiros que contam a intensidade da paciência...tudo me oscila incansavelmente...o norte perdido...não sei mais em que tempo me conjugar...quem sou ou era...nem como serei...vontade de tocar "Toruk" pelo mundo a fora, pela madrugada adentro...ir no seu colo avante...fazer tudo que nunca fiz e que já envelheceu...vontade de me despedir de mim antes e ser bem vinda hoje...hoje definitivamente não arranharia o disco...mas ficaria o tempo necessário para ver o sol adormecer em mim. Um dia de cada vez...
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5 comentários:

  1. O menor detalhe pode (e deve) ser significante prá nós, qualquer um, qualquer dia.
    Olho aberto! A gente dorme horrores, né?
    Bises

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  2. Yes Tri..atentos, alertas, sóbrios e lúcidos...saudades também Iara.

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  3. Pequena, Olhando esta imagem, lembrei de uma passagem: "Pegadas na areia", conhece? Se não posso te carregar no colo, te levo no coração! Abraço de sentir a palpitação do peito.

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  4. Sei qual é...obrigada, abraço pra vc tb.

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